Semana de RI: Relato sobre a “Oficina sobre drogas Ilícitas: dilemas domésticos e internacionais”

Oficina sobre drogas ilícitas: dilemas domestica e internacionais, marcou a tarde do segundo dia da XII Semana de Relações Internacionais da Puc-sp – Marcos das Relações Internacionais : soberania e justiça na configuração global contemporânea.

A oficina foi conduzida por Paulo Pereira, coordenador do curso de relações internacionais e pesquisador do tema, bem como pela mestranda do programa Santiago Dantas (UNESP, UNICAMP E PUCSP), Priscila Vilella, que pesquisa a internacionalização do tema das drogas no Brasil na década de 1990. Sua dinâmica, diferente das mesas redondas que têm acontecido pela manhã e a noite, trouxe uma participação regular dos ouvintes e uma interação interessante.foto 2-5

A discussão se iniciou pela contextualização da construção histórica da criminalidade das drogas ao longo do século XX e o protagonismo norte americano nesse processo. A exposição de Priscila, repleta de desdobramentos históricos, nos faz refletir mais atentamente sobre os discursos e documentos que permeiam o tema das drogas ilícitas. Vários episódios ocorridos nos Estados Unidos foram relatados, desde a proibição da maconha, o envolvimento do país com a convenção internacional contra o ópio na década de 1910 até a proibição do consumo de álcool com a Lei Seca na década de 1920.

O governo Richard Nixon, na década de 70, utiliza a expressão guerra às drogas para definir como os Estados Unidos lidaram com o problema internacional de produção de drogas ilícitas ao reor do mundo. Anos depois, o trafico é posto pelo governo norte americano com algo que estaria conectado ao terrorismo. Isso se explica pela expansão de movimentos políticos de esquerda no final da Guerra Fria nos países de terceiro mundo, com destaque para a América Latina e às Farc na Colômbia. A impressão que ficou da apresentação é que o discurso das drogas como inimigo público número um serviria para camuflar a insegurança do Estado norte-americano frente os novos desafios que se apresentavam.

Durante a oficina, a participação dos estudantes foi regular e interessante, trazendo aspectos relacionados ao combate às drogas no Brasil e internacionalmente. A impressão que as falas trouxeram dizia respeito o combate à droga ilícita viabiliza a preservação ou imposição de uma ordem politica, social e econômica injusta. Portanto o que podemos depreender é que o tema vai muito além do que se visualiza à primeira vista e impacta diferentes dimensões e temas da sociedade.

 

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